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Tunísia 2008

por anaplisboa, em 05.11.10

 

Desta vez fomos até África. Tunísia

Vejam bem por onde andámos e o que tivemos de vestir e até para chegar ao destino tivemos de ir de carroça e de camelo.

É caso para dizer: Que mais nos irá acontecer?

No entanto a nossa memória mantém vivos e presentes todos os momentos vividos e até a nossa participação no Rallye do Deserto, dentro dos Jeeps 4x4, Toyotas, conduzidos por tunisinos experientes naquele tipo de passeios.

Nunca tinha vivido conduções tão violentas.

Pedro Vilelas

 

 

 

 

A Nossa Ida à Tunísia

                    I

Começou pela manhã,

Qual ouvir cantar Marisa,

Provocava tanto afã.

                  II

A chegada ao aeroporto,

Foi boa e muito calma,

Que bom ter o conforto,

Do Quim Manuel, boa alma.

                  III

Ali houve muita demora,

Tudo passado a pente fino,

 Mas chegamos a boa hora,

Ao local do nosso destino.

                    IV

A viagem sempre boa,

O trato foi divinal,

Comida quente e à toa,

Pois não deve haver rival.

                    V

O avião pouco tremeu,

Deu apenas algum sinal,

Só quando algo desceu,

Mas isso e o trivial.

                    VI

Só demorou duas horas,

Viagem sem sobressaltos,

Depois d'algumas demoras,

Policias algo bem altos.

                   VII

De seguida p'ró Hotel,

Autopullman menos bom,

Ao nosso transporte foi fiel,

Manteve consigo esse dom.

                  VIII

Segundo dia foi o toca a andar,

Kairouan foi o destino,

Sempre a pedirem o Dinar,

Este foi sempre o seu hino.

                    IX

A seguir foi a grande Mesquita,

Com o Mausoleu do Barbeiro,

Localidade nada esquisita,

Foi a que vimos primeiro.

                    X

Antes d'almoço a tapeçaria,

Coisa linda, muito garrida,

Amostras, chá de menta, alegria,

Uma manhã, não venderam, foi perdida.

                     XI

De tarde as ruínas romanas,

Visita por todos aproveitada,

Casas, piscinas, dantes mundanas,

Pois ali não faltava nada.

                    XII

Terceiro dia foi mui duro,

Pelo Oásis da montanha,

Felizmente sem nenhum furo,

Não sonhávamos dureza tamanha.

                    XIII

Para descontrair tanta tensão,

Só neste dia o museu visitamos,

Este sim não foi ilusão,

Todos com vontade ali voltamos.

                    XIV

Quadros vivos da vida mundana,

Histórias da mil e uma noite,

Maravilhas naquela savana,

Que a todos alegra e da mote.

                      XV

Antes visitamos o palmeiral,

Que foi bom p'ra distrair,

Ali vimos muito animal,

Transportando-nos sempre a sorrir.

                      XVI

Quarto dia atravessar, o lago salgado,

Noventa quilómetros, andar menos mal,

Lago bem pouco molhado,

Pois a volta era tudo só sal.

                      XVII

Depois do almoço findar,

Djerba esta no horizonte,

Depois das casas trogloditas visitar,

Deixámos para trás aquele monte.

                     XVIII

Já na ilha dos amores,

Qual Ulisses a escrever a Odisseia,

Não são necessários grandes doutores,

Sabendo que ali canta a sereia.

                     XIX

E a noite, lua cheia a terminar,

O mar com seu brilho a resplandecer,

Céu limpo com as estrelas a brilhar,

A riqueza desta Ilha não vou esquecer.

                     XX

Sexto dia com visitas diversas,

Sem esquecer o Coliseu Romano,

Ali andámos por muitas travessas,

P'ra ver tudo só vindo mais um ano.

                     XXI

Depois d'almoço Sousse nos espera,

Cidade grande, bastante apregoada,

A Vila Moura que bem parecida era,

Não chega aos nossos calcanhares em nada.

                    XXII

Sétimo dia no velho Cartago,

Hoje já moderno e muito calmo,

Não nos trouxe qualquer amargo,

Vivendas e mostras de algum marasmo.

                   XXIII

Museu do Bardo do fomos visitar,

Maravilhas do povo Romano,

A todos conseguiu encantar,

Seduz bem qualquer fulano.

                   XXIV

O almoço no Phenix logo a seguir,

Bem servido com toda a delicadeza,

Muitos houve miudinho sem sorrir,

Preferiam que tivesse mais riqueza.

                   XXV

Porque não falar no nosso guia,

Alegre, falante e bem disposto,

A nossa frente ele sempre seguia,

Quantas vezes não era ao nosso gosto.

                  XXVI

E o motorista que grande calma,

Horas sem conta a conduzir,

Parecia ser uma boa alma,

Exemplo que todos devem seguir.

                  XXVII

Para o Grupo uma palavra amiga,

Todos cumpriram o melhor possível,

Sabemos que a maioria e "Malta Antiga",

Procurando manter sempre o seu nível.

                   XXVIII

No dia do regresso, manhã calma,

Uma volta a cidade fomos dar,

Trânsito caótico, movimento, muita alma,

Muito lixo encontramos para tirar.

                   XXIX

No regresso ao Aeroporto,

Começaram as despedidas,

Todos mostram algum conforto,

Para trás ficam aquelas idas.

                    XXX

A viagem atrasou um pouco,

Nem por isso 10i menos boa,

Alimentação óptima foi o troco,

Aterragem técnica não à toa.

                     XXXI

Aqui termina a nossa digressão,

Recordação que ficam p'ró futuro,

Muito boa foi esta a impressão,

Para o ano queremos outra do mais puro.

 

  

António Mendes Correia

Subint.  Apost                                  

 

 

   
   

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publicado às 18:09



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